Verificação pública. Evidência privada.
Tudo que a Provena preserva pode ser verificado de forma independente — por um tribunal, a parte contrária, um perito, um auditor — com ou sem conta na Provena. E verificar nunca abre a evidência: a conferência responde se um registro confere, não o que ele contém. Quem lê o relatório continua sendo decisão sua.
Cole um código. Ou solte um arquivo.
A conferência pública responde a uma pergunta — isto confere com o que foi preservado? — e não pede nada em troca. Sem conta, sem autorização, sem cópia do seu arquivo.
- Um código de sessão basta — PRV-7Q4M-K2XN-9DPT confirma uma sessão preservada e seu contexto público de verificação.
- Seu arquivo nunca sai da sua máquina. O navegador calcula a impressão digital dele (um hash SHA-512) localmente e envia apenas a impressão e o nome do arquivo — o material sensível permanece privado.
- A resposta é uma comparação, não uma opinião: os hashes conferem ou não. A Provena não tem voz no resultado.
- Verificação sem exposição: uma correspondência diz ao revisor que o registro está íntegro — não o que há dentro dele. O acesso ao relatório continua sob o controle do dono.
- As conferências entram no registro: as conferências públicas são, elas próprias, escritas na cadeia de custódia como eventos de acesso — a trilha segue crescendo mesmo durante a revisão.
Cinco conferências, de um único arquivo à cadeia inteira.
Cada conferência se sustenta por si só, e cada uma reforça as outras. O revisor escolhe a profundidade que o caso exige.
Um arquivo
Calcule o hash de um arquivo local e pergunte se ele confere com um registro preservado. Uma correspondência sustenta uma afirmação precisa: este arquivo exato, byte a byte, é o que foi preservado naquela sessão.
O pacote
Recalcule o SHA-512 do pacote de evidência (um arquivo ZIP comum) e compare com o hash exibido no relatório — e, se o pacote foi ancorado, com o valor carregado pelo registro externo.
O manifesto
Abra o pacote e confira o inventário: cada arquivo listado presente, com o nome, caminho, tamanho e hash esperados. Conteúdo faltante, inesperado ou substituído aparece aqui.
A cadeia de custódia
Recalcule o hash de cada evento e siga cada elo de volta ao evento anterior. Se a cadeia se reproduz, a sequência registrada é internamente consistente; se não, a quebra aponta para alteração, exclusão ou reordenação.
As provas externas
Abra a referência pública da âncora — uma transação em blockchain, um registro de timestamp — e confirme que ela carrega o mesmo hash que o relatório mostra. Cada âncora de produção confirmada é mais uma parte independente dizendo que o registro existia naquele momento.
Revisores técnicos podem ir ainda mais longe — comparando os certificados TLS, IPs e registros DNS capturados com fontes públicas para examinar a origem remota observada durante a captura.
A conferência completa, sem pedir à Provena.
Se um caso um dia exigir uma auditoria totalmente independente da Provena, é esta a auditoria. Depois de um único download, toda a revisão roda em ferramentas que nada têm a ver conosco — o utilitário de hash que seu sistema já traz, scripts na linguagem de programação da sua própria equipe, exploradores públicos. Cada comparação alimenta a próxima, e a conclusão se apoia na cadeia inteira de conferências — não em uma única tela.
A Provena participa uma vez: entregando o pacote e a exportação da custódia. Tudo depois disso funcionaria exatamente igual se a Provena estivesse fora do ar.
Não confie nas nossas telas. Rode as suas.
A Provena é o motor de execução da captura — não a fonte da verdade sobre a integridade dela. Por isso todo relatório traz um guia de auditoria com comandos e scripts funcionais, e por isso o pacote é um ZIP comum com hashes SHA-512 padrão: as ferramentas que seus sistemas já têm bastam.
- Scripts na linguagem da sua equipe — Python, Node.js, Java, C# ou Bash puro com jq e sha512sum. Cada um recalcula o hash de todos os eventos e segue todos os elos, sem nenhum software da Provena no meio.
- Quando uma conferência falha, ela diz por quê: um GAP na sequência, um BROKEN_LINK entre eventos, TAMPERED_CONTENT dentro de um — achados precisos, não um X vermelho.
- A receita de hash é pública. Todo evento traz o texto exato que foi usado no hash, montado por regras publicadas — recalcular não exige engenharia reversa, nem permissão da Provena.
- Tudo que um perito precisa acompanha o registro — o pacote, o relatório, a exportação da custódia, os certificados TLS capturados e os arquivos de prova. As ferramentas são as do próprio perito: utilitários de hash, OpenSSL, exploradores públicos.
O guia de auditoria em cada relatório percorre cada camada com comandos, scripts funcionais e os resultados esperados.
Feito para o revisor que aparece anos depois.
A verificação não precisa do operador original, de uma conta Provena, nem da boa vontade da Provena. O pacote, o manifesto, a exportação da custódia e as referências externas seguem respondendo — em litígio, auditoria ou disclosure, muito depois da captura.